terça-feira, 25 de setembro de 2012

Negro é Cultura


A participação dos negros no Brasil Colonial aconteceu a partir do momento em que a experiência colonial portuguesa estabeleceu a necessidade de um grande número de trabalhadores para ocuparem, em princípio, as grandes fazendas produtoras de cana-de-açúcar. Tendo já realizada a exploração e dominação do litoral africano, os portugueses buscaram nos negros a mão de obra escrava para ocupar tais postos de trabalho.
Foi daí que se estabeleceu o tráfico negreiro, uma prática que atravessou séculos e forçou diversos negros a saírem de seus locais de origem para terem seus corpos escravizados. Além da demanda econômica, a escravidão africana foi justificada pelo discurso religioso cristão da época, que definiu a experiência escravocrata como um tipo de “castigo” que iria aproximar os negros do cristianismo, grande ironia do clero que sempre foi a favor da burguesia.
Em terras brasileiras, a força de trabalho dos negros foi sistematicamente empregada pela lógica do abuso e da violência. As longas jornadas de trabalho estabeleciam uma condição de vida extrema, capaz de encurtar radicalmente os anos vividos pelos escravos. Ao mesmo tempo, a força das armas e da violência transformavam os castigos físicos em um elemento eficaz na dominação.
Durante a exploração colonial, a mão de obra negra foi amplamente utilizada em outras atividades como na mineração e nas demais atividades agrícolas que ganharam espaço na economia entre os séculos XVI e XIX. Mesmo destacando tais abusos, também devemos sinalizar a contrapartida desse contexto exploratório, com a presença de várias formas de resistência à escravidão.
As rebeliões eram realizadas a partir das articulações dos escravos e, em diversos relatos, aparecem como uma preocupação constante dos senhores de escravo. Paralelamente, as fugas e a formação de quilombos também se tornaram práticas que rompiam ativamente com o universo de práticas que definia o sistema colonial. De tal forma, vemos a presença de uma resposta a essa prática que cristalizou o abuso e a discriminação dos negros em nossa sociedade, essa foi a forma mais facil de perpetuar o preconceito definindo como raça inferior.
Do século XV ao século XIX, a escravidão foi responsável, em todo o continente americano, pelo trânsito de mais de 10 milhões de pessoas e pela morte de vários indivíduos que não sobreviveram aos maus tratos vivenciados já na travessia marítima. Ainda hoje, a escravidão deixa marcas profundas em nossa sociedade. Entre estas, destacamos o racismo como a mais evidente. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Achei este texto ótimo ele foi meu mestre em Pp clinica e para universidade.


O que os pais e demais educadores precisam saber se o desejo é manter as crianças e adolescentes longe dos vícios

Por Ivo José Triches[1]

Talvez ao terminar de ler esse artigo você fará a seguinte indagação: mas é só isso que eu preciso evitar? A resposta seria se estivesse na sua presença: notoriamente que não. Há outras coisas importantes e que são necessárias quando o assunto é educação dos filhos, mas essas penso que você poderá acrescentar.

Contudo, de uma coisa você pode estar certo, qual seja, de que os pais e demais educadores que estão infringindo essas regras que você encontrará abaixo, terão grandes chances de verem as crianças e adolescentes abreviando seus dias.

Antes propriamente de inserir neste artigo o núcleo central do mesmo, que é essa mensagem, vou dizer como foi que os onze tópicos da mesma foram produzidos.

A cidade de Houston é a mais populosa do Estado do Texas nos EUA. Nela o problema da delinquência existe até hoje. Os soldados começaram a investigar quais eram as causas, ou seja, por que muitas crianças e adolescentes acabavam se envolvendo com as drogas e por conta disso praticavam delitos.

Chegaram a dez causas. Hoje essa pesquisa serve de norte para muitos pais, professores, diretores de escola, pedagogos, religiosos e demais educadores que estão comprometidos em manter as crianças longe da delinquência.

Pois bem, incluí apenas um tópico. O décimo primeiro. Isso eu aprendi com meus pais. Eles sempre nos alertavam de que não podíamos cometer esse erro.

A seguir você encontrará essas onze razões. Espécie de “mandamentos” que não devemos seguir em hipótese nenhuma para não termos aborrecimentos com nossos filhos mais tarde.

Depois dessa mensagem que você lerá, vou escrever apenas um pequeno comentário de sua aplicabilidade em nosso fazer pedagógico aqui em nossa escola na cidade Cascavel no Paraná. Ao fazer isso nossa intencionalidade é clara. Qual? De que você também possa fazer uso dessa experiência, se considerar que ela poderá lhe ajudar nas suas atividades como educador ou educadora. Aqui está:

  1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que deseja. Para isso, satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais;

  2. Quando ele disser palavrões, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante;

  3. Nunca lhe dê qualquer orientação espiritual. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e “decida por si mesmo”;

  4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros, toda a responsabilidade;

  5. Discuta com frequência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde;

  6. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que ele terá que passar pelas mesmas dificuldades que você passou?

  7. Tome o partido dele contra vizinhos, professores, amigos. (Afinal todos têm má vontade para com seu filhinho).

  8. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê essa desculpa: “Nunca consegui dominá-lo”;

  9. Em ocasiões onde ele estiver reunido com amiguinhos ou com seus irmãos use e abuse das comparações que incitem disputa. Compare seu caráter, sua capacidade intelectual, e seus dotes estéticos; diga em alto e bom tom para que todos possam ouvir, ele inclusive, coisas do tipo: – “Meu filho é mais inteligente que os outros, é mais belo, é mais esperto, é um gênio”!;

  10. Se tiverem algum vício, demonstrem-no em sua presença todos os dias. Assim ele vai achar tudo isto natural, e com certeza, mais tarde, vai ouvir suas repreensões sobre os males que estas imperfeições podem trazer;

  11. Deem orientações diferentes para seu filho. O pai diz uma coisa e a mãe outra. Isso fará com que ele opte pelo mais cômodo. Perceberá que tudo o quer conseguirá com aquele que fizer suas vontades.

  12. Feito isso, prepare-se para uma vida de desgostos. É
    sem dúvida seu mais que merecido destino!


    Politica se faz com jovens conscientes de seu valor, independente de sua posição social. E infelizmente as drogas só acomete os fracos de espirito e moral , aqueles debilitados pelo significado da palavra "não".

domingo, 23 de setembro de 2012

RACISMO E RAZÃO

Não foi a natureza mas sim a sociedade que classificou os homens em raças inferiores e superiores. Tais classificações é invenção do homem Objetivo:- Abolir gradativamente acertos conceitos que impedem o crescimento das pessoas . Temos que compreender nossa etnia; eliminando rotulos ancestrais fazendo prevalescer os valores enquanto ser humanop , enfatizar ps fatos observando a história do individuo em questão que causualmente pértence a cor negra..

Depósito de lixo, espaço fisico sobrando

Observe as fotos espaço tem, depende para que esta reservado, temos que parar de substimar os menos favorecidos como se diz atualmente, vamos dar oportunidade para que possa adquirir as coisas com seu próprio esforço, tenho certeza que vai acabar e o querer sem poder, todos irão trabalhar para ter.
Tem muitas pessoas que não ficam felizes em ganhar somente querem fazer juz aquilo que obtem com o suor do seu próprio rosto.
Temos que ensinar as pessoas a ter fé em si própria de tal forma que perceba , ao decorrer dos tempos que DEUS tem muito mais fé nele ser humano, pessoa, foi bem isso que dona Sonia quiz dizer. Ganhar não é o suficiente para muitos .







São Gonçalo esquecido dos politicos porém é la que mais se ve propaganda politica

O povo clama por melhorias, o bairro esta em total esquecimento dona Sonia demorou cinco anos para conseguir encaminhamento para oculista uma amante da arte e nem sequer pode  desenvolver seus dons por falta de oculos, vereadores prometerão porem só vai obter se ele ganhar as eleiçõe.

Os jovens jogando bola num campo de terra sem nenhuma estrutura, fez seus pedidos também, e reclamações sem fim. Só são lembrados nas épocas de eleição passou disso nada lhes é acrescentado, depois reclama da marginalidade, do trafico de drogas, e os cuidados antecipados que se deve dar a esta população , fica a deriva do talvez, aquela velha conversa de politico mau intencionado, que tudo promete e nada faz. Vamos fazer a diferença sim pode aguardar comunidade.




terça-feira, 18 de setembro de 2012


Governo deve lançar até março Programa Nacional de Ações Afirmativas, diz ministra

07/02/2012 - 19h34
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O governo deverá lançar, até o final do primeiro trimestre, o Programa Nacional de Ações Afirmativas, com medidas que incentivem a inclusão das diversas matrizes raciais no processo produtivo e cultural do país. O anúncio foi feito hoje (7) pela ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros. Ela participou, na Petrobras, da assinatura de um protocolo para a promoção da igualdade racial dentro da empresa, juntamente com o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.
“Nós estamos terminando de preparar o que chamamos de um Programa Nacional de Ações Afirmativas, que ainda não passou pela Casa Civil, mas já está todo formatado para que, até o final do primeiro trimestre, a gente coloque na rua”, disse a ministra. Entre as iniciativas previstas no protocolo, estão a valorização nos processos de seleção de patrocínios culturais de critérios relativos a projetos voltados para a promoção da igualdade racial, das artes negras e de outros segmentos étnicos.
Gabrielli ressaltou que pesquisa interna aponta que 25% dos cargos de chefia da estatal já são ocupados por pessoas que se identificam como pardas ou pretas. Segundo ele, dos empregados da estatal, 18.468 afirmam ser afrodescendentes.

ONU: Brasil é país da América Latina com maior número jovens afrodescendentes

18/11/2011 - 11h35
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Mais de 24 milhões de jovens afrodescendentes vivem na América Latina, de um total de 81 milhões de afrodescendentes da região. O Brasil é o país latino-americano com a maior quantidade de jovens afrodescedentes – 22,5 milhões, o que representa 47% de toda a população jovem no país. Os dados têm por base o Censo Demográfico de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A constatação faz parte do relatório Juventude Afrodescendente na América Latina: Realidades Diversas e Direitos (des)Cumpridos, divulgado hoje (18) pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), em Salvador (BA).
A Colômbia é o segundo país latino-americano onde vivem mais jovens afrodescendentes: 1,1 milhão (11% de toda a população jovem do país).
Segundo o fundo, a juventude afrodescendente na América Latina é uma população majoritariamente urbanizada. Na Nicarágua, por exemplo, 88% desses jovens vivem nas cidades, enquanto os índices na Guatemala e no Panamá se mantêm bem próximos – 87% e 86%, respectivamente. A menor taxa foi registrada no Equador: 60%.
Edição: Talita Cavalcante