segunda-feira, 5 de novembro de 2012


SEGUNDA-FEIRA, 9 DE JANEIRO DE 2012

DRA.LUISLINDA VALOIS - Desembargadora


A juiza Drs. Luislinda Valois foi nomeada desembargadora substituta no Tribunal de Justiça da Bahia(TJ-BA) , ocupando o cargo a partir de terça feira uma vaga na Terceira Câmara do Tribunal de Justiça. Primeira juíza negra do Brasil, Luislinda Valois acredita que este é um passo importante para abrir caminho para os negros no Judiciário.
Depopis de ouvir aos 9 anos,de um professor que "se você não tem dinheiro para comprar o material escolar, pare de estudar e vá cozinhar feijoada na casa de branco", ela decide estudar e se tornar juíza.
Valois foi a primeira juíza negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil. Ela trabalhou no interior baiano até ser promovida para Salvador, em 1993. Ela foi a responsável por reativar dezenas de Juizados Especiais em Municípios da Bahia e criou e instalou a Justiça Itinerante e o Juizado Itinerante Marítimo.
Por sua atuação e ligação com questões sociais, Luislinda Valois é uma das indicadas este ano ao Prêmio Cláudia, finalista na categoria Políticas Pública. Para ver os finalistas e votar.

domingo, 4 de novembro de 2012

Raça ou Etnia


Raça ou Etnia?

Há uma grande controvérsia em torno deste tema. O termo raça referindo-se a humanos está abolido? Posso falar em raça negra sem ser tachado de atrasado? Enfim, eu pertenço a uma raça ou a uma etnia?
Com este artigo pretendemos fomentar o debate e agraciá-lo com nossa opinião.
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Raça

Bem, não iremos nos deter muito ao surgimento da distinção dos seres-humanos por raças. Esta foi uma construção histórica para subjugar e justificar tal dominação das “raças superiores”.
No entanto esse conceito, biologicamente, deixou de existir a partir da metade do séc. XX. O termo etnia surgiu como alternativa para a lacuna que foi deixada.
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Etnia
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Derivado da palavra grega ethnos (povo), etnia é um grupo de pessoas que se diferenciam das demais por afinidades culturais, históricas, lingüísticas, morfológicas...
“Uma etnia é um conjunto de indivíduos que, histórica ou mitologicamente, têm um ancestral comum; têm uma língua em comum, uma mesma religião ou cosmovisão; uma mesma cultura e moram geograficamente num mesmo território.” Prof. Dr. Kabengele Munanga.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dando ênfase a Lei 10.639/03, torna obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.


Prêmio estimula a promoção da igualdade racial nas escolas

A Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (SEAFRO) trabalha nos preparativos finais da primeira edição do Prêmio SEAFRO de Igualdade Racial. Sobre o tema "Igualdade racial na escola é coisa séria", o prêmio objetiva valorizar projetos educacionais desenvolvidos na rede pública estadual que visem a promoção da igualdade racial, com ênfase para a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.
Trata-se de uma iniciativa inédita no Amapá, que será desenvolvida em conjunto com outros órgãos de governo e instituições parceiras como o Núcleo de Educação Étnico-Racial (NEER) da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Biblioteca Elcy Lacerda, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, dentre outras. Poderão concorrer ao prêmio escolas da rede pública, bem com professores que idealizem as ações há, no mínimo, um ano. Cada instituição de ensino poderá inscrever apenas um projeto.
As inscrições iniciam no próximo dia 22 de outubro e seguem até 5 de novembro. As escolas interessadas podem requisitar a ficha de inscrição na sede da Seafro, na avenida Padre Júlio Maria Lombaerd, 1614, altos do Procon, no Centro, ou telefonar para 3312-1026 ou pelo e-mail: seafro.ap.
No período de 6 a 15 de novembro, uma comissão mista dos núcleos de Educação e Cultura da Seafro farão análise se os projetos se enquadram na proposta do prêmio, podendo assim deferir ou não a inscrição. Das inscrições deferidas, serão selecionados vinte projetos por uma comissão exclusiva, formada por cinco membros, com três especialistas em educação étnico-racial e dois pedagogos especialistas em educação, indicados pela comissão organizadora do evento.
A comissão também atribuirá notas entre 5 e 10 aos projetos, levando em consideração critérios como criatividade e relevância do tema proposto, registro fotográfico e de vídeo, coerência, envolvimento da comunidade escolar e desenvolvimento da ação de forma interdisciplinar. Os projetos selecionados para a final serão julgados por uma nova comissão, composta por representantes de instituições como Escola de Administração Pública (EAP), Universidade Federal do Amapá (Unifap), Instituto Federa do Amapá (Ifap), Universidade Estadual (Ueap), Conselhos de Educação e de Cultura e do movimento negro.
As apresentações e julgamento final dos projetos serão realizados no período de 19 a 27 de novembro, em local e ordem de apresentação definidos em reunião com as escolas participantes. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 30 de novembro, no auditório do Museu Sacaca.
A escola vencedora levará um data-show multimídia, a segunda colocada uma TV de 32 polegadas e aparelho de DVD o terceiro lugar um computador, além de serem agraciadas com diploma. Os idealizadores dos vinte projetos finalistas também receberão o diploma de Menção Honrosa do prêmio, além de levarem um acervo bibliográfico sobre a cultura afro-brasileira, doado pela Seafro em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do governo federal.
De acordo com a secretária da Seafro, Neucirene Almeida de Oliveira, a intenção do I Prêmio Seafro de Igualdade Racial é fortalecer ainda mais a implementação da Lei 10.639 no Estado, além valorizar ações pedagógicas voltadas para a promoção da igualdade racial.
"É um grande avanço na efetivação da lei em nível local. O prêmio já tem dado certo em outros estados. Os estudantes negros e suas famílias precisam se ver incluídos no processo educacional. Isso sem falar que incentiva os educadores a trabalharem a questão étnico-racial na sala de aula", argumenta a secretária.
A gestora da Seafro lembra ainda que o governo do Estado tem se empenhado em garantir políticas públicas para a valorização das populações e da cultura afrodescendente no Amapá. Ela lembra a pós-graduação em História e Cultura Afro-brasileira, desenvolvida pela Secretaria de Educação em parceria com a Faculdade Atual.
O I Prêmio Seafro de Igualdade Racial também está inserido na programação do Mês da Consciência Negra, comemorado em novembro.
Gabriel Penha/Seafro

Podemos Tudo,


terça-feira, 16 de outubro de 2012

"Fatos importantes mais esquecidos"

Esses são fatos históricos que demonstra a morosidade politica em dar fim ao esterminio própriamente dito desses povos.

Norte de Uganda: Principais passos para a paz em um conflito que começou há décadas

Enquanto o aumento da violência em outros países africanos atraiu a atenção do mundo, durante os últimos dois anos registraram-se progressos discretos, mas sistemáticos, para acabar com  um dos conflitos armados mais longos e tristemente mais célebres do mundo: a guerra no norte de Uganda.
 A história
Duas décadas depois do Exército de Resistência do Senhor (LRA) ter iniciado sua guerra no norte do país, os persistentes esforços para estabelecer a paz estão, finalmente, começando a dar resultado. A solução para o conflito parece cada vez mais próxima, em conseqüência de conversações mediadas internacionalmente entre o Governo de Uganda e o LRA, que se aceleraram no início de 2008. Um acordo final de paz deve ser assinado ainda este ano.
Os atuais esforços de paz, conhecidos como processo de Juba, nome da cidade do sul do Sudão onde aconteceram as negociações, são encabeçados por Joaquim Chissano, ex-Presidente de Moçambique e Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Processo de Paz no Norte de Uganda. Trabalhando em estreita cooperação com o Vice-Presidente do Governo do sul do Sudão, Riek Machar, principal mediador das conversações, Chissano tem ajudado a reforçar o processo de paz em momentos decisivos, em especial através de contatos com os líderes do LRA na selva e com os principais atores internacionais e regionais que apóiam estes esforços.
O primeiro avanço aconteceu em agosto de 2006, quando os dois lados assinaram um acordo para acabarem com as hostilidades. O acordo se transformou em um cessar-fogo formal e pôs efetivamente fim aos combates enquanto as negociações prosseguiam. Ele atenuou o sofrimento da população civil e criou condições para que os esforços políticos obtivessem resultados.
Em meados de 2007, foram assinados acordos que definiram as linhas gerais de uma solução definitiva para o conflito. Essas medidas visam combater as dificuldades econômicas, políticas e sociais no norte de Uganda e apresentam um conjunto de princípios relacionados a direitos humanos, responsabilização e reconciliação. Como uma medida suplementar para reforçar a confiança, no fim de 2007 os representantes do LRA foram recebidos em Uganda em uma visita oficial.
Em 2008, vários acordos mais específicos foram assinados, o que aproximou as partes de uma solução definitiva. Entre eles estão pactos sobre a formação de um quadro jurídico para a justiça e reconciliação, o desarmamento, a desmobilização e a reintegração de ex-combatentes e a recuperação das zonas afetadas pela guerra.
A punição dos responsáveis pelas violações de direitos humanos tem merecido especial atenção. O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de captura contra altos dirigentes do LRA e a ONU tornou sua posição bem clara contra a impunidade, exigindo a aplicação do compromisso assumido pelo Governo de criar um tribunal especial em Uganda para julgar os autores dos crimes mais graves.
Após a assinatura de um acordo de paz definitivo, a ONU prepara-se ao lado de outros atores da comunidade internacional, para ajudar o norte de Uganda a levar adiante o difícil processo de aplicação dos acordos.
  • O Exército de Resistência do Senhor luta contra o Governo do Uganda desde meados dos anos 80. Estima-se que, no total, o conflito tenha causado a morte de dezenas de milhares de ugandenses, e obrigado quase dois milhões a fugirem de suas casas. Além disso, alastrou-se para o sul do Sudão e a República Democrática do Congo;
  • As violações de direitos humanos foram generalizadas. O LRA tornou-se lamentavelmente famoso por seqüestrar crianças e utilizá-las como soldados. Algumas foram submetidas à tortura, enquanto muitas mulheres, principalmente jovens, foram violentamente estupradas. As forças do governo ugandense também violaram os direitos humanos enquanto combatiam as forças insurgentes;
  • Além de estabelecer um processo judicial nacional para crimes graves, as duas partes concordaram com outras medidas destinadas a promover a reconciliação. Entre elas, a criação de uma comissão para pesquisar a verdade, que analisará a história do conflito, e programas de reparações para as vítimas de violência;
  • O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) urgiu todas as partes envolvidas no conflito a garantir a volta imediata e em condições de segurança das cerca de 1.500 mulheres e crianças ainda em poder do LRA;
  • Estima-se que desde o cessar-fogo de 2006, um milhão de pessoas tenha voltado para suas casas, porém, cerca de 850 mil continuam vivendo em campos de refugiados, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Para mais informações: 
Departmento de Assuntos Políticos (DPA)
Jared Kotler,
Tel: + 1917-367-5264